Rui Pinto

As Medicinas Alternativas

Por Rui Pinto em Novembro de 2011

Tema Saúde / Publicado na revista Nº 0
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Nos últimos anos, muito se tem falado e escrito sobre Medicinas Alternativas ou Terapias Complementares. No entanto, poucos são aqueles que sabem o que significam estes termos e em que medida essas terapias contribuem para uma melhoria do estado de saúde daqueles que as procuram. Em geral, a Medicina convencional tem sido, até há poucos anos, praticamente e de uma forma geral, a primeira (senão a única) opção para as populações, sobretudo ocidentais.

Portugal não é excepção. Contudo, tem-se verificado que, na última década, a procura de medicinas não convencionais por parte dos cidadãos tem-se intensificado. Infelizmente, o respeito e reconhecimento concedidos a estas terapêuticas são ainda limitados, pelo facto de haver pouca clarificação, não só nos procedimentos, mas também na acreditação dos profissionais que as praticam.

É difícil dizer quando começaram estas práticas. A história da Medicina Alternativa remonta a tempos ancestrais. Conceitos e práticas de Medicina estão descritos nas antigas escrituras da Índia, há 6000 anos; na China e no Egipto, em documentos datados de há cerca de 2300 anos. Baseados em práticas de cura natural, estes sistemas têm como objectivo trabalhar a prevenção, para que a doença não ocorra e se alcance a melhor qualidade de vida pelo mais tempo possível. A saúde consiste no bem-estar físico, mental, psicológico e social de cada pessoa.

Para a Medicina Alternativa, o homem é sempre visto como um ser holístico, ou seja, não separa o corpo da mente, e todo o tratamento tem como base essa filosofia, permitindo o grande sucesso de parte dos tratamentos efectuados. Outras das grandes diferenças e vantagens em relação à Medicina convencional é o facto de se utilizarem processos de tratamento não invasivos quimicamente, o que se traduz na inexistência de efeitos secundários nocivos para o organismo.

Dentro do que se consideram Medicinas Alternativas, podemos encontrar uma grande variedade de terapias que enquadram uma vastíssima lista de patologias. Certamente que existem umas terapias mais eficazes do que outras, mas só depois de um bom e completo diagnóstico se pode determinar a melhor terapia para cada caso clínico existente. Quando falo de um bom diagnóstico ou anamnese, falo de um processo que é essencial para que um tratamento seja ou não eficaz e obtenha sucesso.

Nas Medicinas Alternativas, o cliente tem um tratamento bastante abrangente, existe o cuidado e a preocupação de o conhecer tanto no aspecto físico como emocional e, analisando todos estes aspectos, a cura tem um caminho. Esta cuidada análise tem sido relatada pelos clientes como uma das grandes mais-valias. As pessoas gostam que as observem, que as ouçam e lhes expliquem os tratamentos, enfim, gostam de sentir que o terapeuta se preocupa com elas.

Actualmente, a OMS reconhece várias áreas das Medicinas Alternativas, como:

- Acupunctura como um método de tratamento eficaz em 101 patologias, tendo sido realizados imensos estudos nos Estados Unidos, que o comprovam.

- Terapia Reiki, que é aplicada em vários hospitais e centros;

- Osteopatia, Naturopatia, entre outras.

"As pessoas têm o direito e o dever de participar individual e colectivamente no planeamento e na implementação do sistema de saúde (ao qual elas estão submetidas), o que pode incluir o acesso à medicina alternativa", refere a OMS em comunicado.

"O conhecimento da medicina alternativa, de seus tratamentos e de suas práticas deve ser respeitado, preservado, promovido e divulgado em larga escala, e apropriado com base nas circunstâncias de cada país," acrescenta.

http://www.diariodasaude.com.br

As Medicinas Alternativas privilegiam o contacto humanizado com o paciente e os métodos naturais de cura, despertando, assim, o potencial de auto-cura que todos temos em nós.

“Não existe doença. Ninguém cura ninguém, nada cura nada. Nós despertamos na pessoa a consciência de que ela possui mecanismos capazes de restabelecer situações indesejáveis”. (bioterapeuta Jomar da Cunha)

  • Rui Pinto
  • Terapeuta MTC

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