Jorge Almeida

Perdidamente e de…

Por Jorge Almeida em Novembro/Dezembro

Tema Poesia / Publicado na revista Nº 17
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Envolto de um sorriso cálido, da deidade da obscuridade sinistra,

Sussurrou, pelo silêncio das mandrágoras arrancadas da terra húmida,

A voz desfalecida de um tempo órfão de dor e eternamente esquecido.


Perdoado no admirável desejo de expirar pelo sofrimento melancólico,

E com a vida, abraçada em ósculos sangrentos, deixa a sua castidade serpenteante,

Para viver o limbo entre a prosa e a poesia, do calor despertado pelo ilusionismo.


Mas, o fulgor da tentação embriagada das súplicas de uma partida anunciada,

Com o passado, materializado no seu firmamento enlutado no plenilúnio,

Despertou o chamamento dos queixumes, nos corpos desfalecidos pelo tempo,

Onde o grito truculento, despojado de propósitos, apela ao infante ímpio.


Perdidamente e de suspiro abafadiço, num abraço moribundo e melancólico,

O reino dos espectros, onde exulta o semblante, macerado dos mortais cadentes,

Para culminar na purificação do caminho dos anjos, com asas brancas,

E poder deambular, por uns instantes, no sobressalto entre as trevas e a luz.

Joaquim Almeida










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