Céu Gomes

Dê a si próprio um presente! Surpreenda-se com a possibilidade de recomeçar!

Por Céu Gomes em Setembro de 2011

Tema Opinião / Publicado na revista Nº 5
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O mundo em que vivemos é agitado e cria em nós a constante necessidade de atingir objectivos, de ter novas experiências, de saber sempre mais.

Nas cidades mais pequenas ou nas aldeias, as horas passam mais devagar e parece haver tempo para desfrutar das pequenas grandes coisas. Sem televisão por cabo ou centros comerciais, as pessoas encontram-se nas ruas ou em lugares comuns e alimentam uma rede social de contactos pessoais, que lhes permitem estar mais perto da essência humana.

Confesso que me fascinam as grandes cidades, com o seu movimento e diversidade cultural que as caracteriza, porém, aprecio também a possibilidade de recolhimento, que cada um de nós pode encontrar nas imediações das cidades. Seja numa casa térrea e solarenga, seja num apartamento pequeno nos subúrbios.

A introspecção e o recolhimento, que nos podem conduzir à paz de espírito, podem ser encontrados em qualquer lugar, pois residem dentro de nós.

Assim, quer se encontre no campo ou na cidade, desafio-o a desligar a televisão e o computador, interrompendo assim, temporariamente, o contacto directo com o mundo, para mergulhar numa experiência que é totalmente segura e que pode levá-lo a um salto qualitativo de aprofundamento do seu ser.

Talvez já tenha estado, alguma vez, próximo de uma situação limite. Ou seja, envolvido num momento que julgou ser o último da sua vida. Ou talvez, tal não tenha sucedido.

De qualquer forma, o que agora lhe proponho é que use a sua imaginação. Este exercício baseia-se no pressuposto de que o cérebro humano acredita naquilo que lhe apresentamos como verdadeiro, e é suportado pela neurolinguística.

Confortavelmente sentado e em total segurança, peço-lhe então que se imagine no interior de um avião, que, contrariando as estatísticas, está em risco de queda iminente.

O mundo em que vivemos é agitado e cria em nós a constante necessidade de atingir objectivos, de ter novas experiências, de saber sempre mais.

Nas cidades mais pequenas ou nas aldeias, as horas passam mais devagar e parece haver tempo para desfrutar das pequenas grandes coisas. Sem televisão por cabo ou centros comerciais, as pessoas encontram-se nas ruas ou em lugares comuns e alimentam uma rede social de contactos pessoais, que lhes permitem estar mais perto da essência humana.

Confesso que me fascinam as grandes cidades, com o seu movimento e diversidade cultural que as caracteriza, porém, aprecio também a possibilidade de recolhimento, que cada um de nós pode encontrar nas imediações das cidades. Seja numa casa térrea e solarenga, seja num apartamento pequeno nos subúrbios.

A introspecção e o recolhimento, que nos podem conduzir à paz de espírito, podem ser encontrados em qualquer lugar, pois residem dentro de nós.

Assim, quer se encontre no campo ou na cidade, desafio-o a desligar a televisão e o computador, interrompendo assim, temporariamente, o contacto directo com o mundo, para mergulhar numa experiência que é totalmente segura e que pode levá-lo a um salto qualitativo de aprofundamento do seu ser.

Talvez já tenha estado, alguma vez, próximo de uma situação limite. Ou seja, envolvido num momento que julgou ser o último da sua vida. Ou talvez, tal não tenha sucedido.

De qualquer forma, o que agora lhe proponho é que use a sua imaginação. Este exercício baseia-se no pressuposto de que o cérebro humano acredita naquilo que lhe apresentamos como verdadeiro, e é suportado pela neurolinguística.

Confortavelmente sentado e em total segurança, peço-lhe então que se imagine no interior de um avião, que, contrariando as estatísticas, está em risco de queda iminente.

A observação das expressões faciais da tripulação, permitem-lhe perceber que a situação é grave. Os passageiros estão igualmente apreensivos e há quem tenha começado a chorar. Nesse momento, tem consciência de que poderá ter pouco tempo de vida e há um turbilhão de pensamentos que o invadem…Já não fala com a sua mãe há alguns anos, pois o desentendimento que tiveram afastou-o/a dela. Quando foi que disse pela última vez ao seu marido/mulher o que sente por ele/ela? Tem sido o pai ou mãe que deseja ser? Agora, em perspectiva, a opção pela área das artes, que a sua filha fez, até parece nem ser algo assim tão grave. E lá na empresa, será que tem sido o chefe que gostaria de ser?

Aproveite para repensar a sua vida, pois não é certo que tenha uma segunda oportunidade para ser feliz.

Sempre que necessário, poderá regressar a este momento, que poderá ser uma bússola na sua vida. Poderá voltar à situação limite, sempre que estiver insatisfeito consigo ou com a vida. Esta viagem, permite colocar o foco no que é realmente importante para si.

Raramente nos confrontamos com uma situação como esta, o que significa que vivemos de acordo com o pressuposto de que somos imortais. Tal pode ser positivo, se nos mantivermos conscientes dos tesouros que temos na nossa vida. Porém, depressa nos habituamos a algo que inicialmente considerávamos especial e que ao longo do tempo, deixamos que perca o seu brilho.

Se procurarmos retirar da nossa vida a energia negativa, que implica, por vezes, abdicar de querer estar certo, para querer estar feliz, evitando que o nosso ego controle aquilo que é desnecessário; se gastarmos a melhor garrafa de vinho que temos em casa e vestirmos a melhor peça de roupa, quando sentimos que é o momento para o fazer, se telefonarmos àquela pessoa que adoramos, mas que tardamos em perdoar, estaremos a viver de acordo com o que desejamos, em vez de adiar constantemente aquilo que nos pode fazer felizes.

Dê a si próprio um presente e surpreenda-se com a possibilidade de recomeçar! Aceita o desafio?

  • Céu Gomes
  • Psicóloga

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