Rui Moura

Reiki - As cinco chaves da felicidade

Por Rui Moura em Julho de 2012

Tema Sociedade / Publicado na revista Nº 10
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A História sugere que o Reiki estava destinado a ser um caminho espiritual, pois nasceu daquilo que poderemos chamar de experiência religiosa.

O objetivo de Mikao Usui era compartilhar com todas as pessoas aquilo que tinha experienciado. Era o seu imenso presente para a humanidade: que sentir e canalizar o divino pudesse ser experimentado e praticado por todas as pessoas.

A minha definição de caminho espiritual é o método ou a técnica que ajuda o Praticante a encontrar-se a si próprio. E existem tantos caminhos para o si mesmo como pessoas neste planeta. Cada um de nós cria o seu próprio caminho, à medida que o vai percorrendo. Mas certas ajudas e técnicas podem fazer toda a diferença.

Na nossa jornada espiritual, é provável que avancemos tão rápido como um carro de bois, se seguirmos sozinhos. Mas, com a ajuda de um Mestre, podemos aprender a voar e fazer rápidos progressos. Com um método ou sistema com provas dadas, podemos avançar a um ritmo firme e constante. O Reiki apresenta-se, nos nossos dias, como esse método que nos pode permitir uma evolução e desenvolvimento pessoal firme e constante.

Com frequência, os praticantes de Reiki dizem que algo os leva ou guia a tomar esta ou aquela atitude. Contudo, a fronteira entre intuição e ilusão é muito ténue, pelo que devemos estar atentos, para que essa orientação não sirva como desculpa para não nos responsabilizarmos pelas nossas ações. O facto é que cada um de nós é totalmente responsável por tudo o que faz, diz, pensa e sente. A habilidade de agir de maneira totalmente responsável é uma das mais importantes a desenvolver ao longo do nosso caminho. A responsabilidade permite-nos a liberdade total.

Não há mal nenhum em sentir a mão divina a levar-nos numa direção. Todos estamos familiarizados pela sensação de ser guiado, puxado para algo ou para alguém, sem o envolvimento da nossa vontade, desejos ou ego, mas isso está longe de ser a norma. Geralmente, somo nós que tomamos as decisões que afetam o nosso bem estar emocional, de saúde, de finanças ou outras áreas da nossa vida.

Uma atitude comum nos círculos de Reiki é “O Reiki vai resolver isso.” Na realidade, o Reiki não resolve, seja lá o que for. Ou nós fazemos, ou nós não fazemos! Especialmente quando só os nossos egos estão envolvidos, quando tomamos decisões que não respeitam a ética e nos beneficiam unicamente, individualmente ou a um grupo. Nesse caso, o Reiki não faz nada. O Reiki não se interpõe no nosso caminho, ainda que o nosso caminho passe por uma fase destrutiva. Temos de ter um papel ativo sobre o que é que queremos e o que não queremos. Não devemos entregar o nosso poder pessoal, nem sequer ao Reiki.

Muitos de nós não têm acesso aos ensinamentos de um mestre iluminado, nem à orientação de um praticante de Reiki avançado. Desta forma, temos de confiar no legado de Mikao Usui: os Cinco Princípios de Reiki.

Quanto mais estudo as vias interiores e exteriores da energia, mais me apercebo que, quando vivemos os Cinco Princípios de Reiki, eles são, na realidade, toda a orientação ética de que necessitamos. Não é o ato de cantar e meditar sobre os princípios que cria mudança, mas sim, o permitir que eles sejam a luz que guia a nossa conduta.

Só por hoje:

  • 1. Não se irrite.
  • 2. Não se preocupe.
  • 3. Agradeça a suas bênçãos.
  • 4. Trabalhe diligente e honradamente
  • 5. Seja bondoso para com todos os seres vivos.

Ao refletir profundamente sobre o significado destas simples palavras e tentar a sua aplicação no dia a dia, podemos, de imediato, ser confrontados com a nossa crença de que não possível não se irritar ou não se preocupar, ou ainda, como é que se pode agradecer o que aconteceu de mau.

Podemos ainda ser traídos pelo nosso ego, ao achar que somos trabalhadores diligentes ou um exemplo de bondade para com os que nos rodeiam, cegos à nossa incapacidade de dar um sorriso à senhora da caixa do supermercado ou de abrir a porta à senhora da limpeza.

O nível de profundidade e reflexão que estes Cinco Princípios podem ter na vida de um ser humano é revolucionário.

Costumo fazer um exercício com os meus alunos, a quem pergunto se gostariam que os seus filhos convivessem e pudessem passar tempo com uma pessoa que, só por hoje, não se irritasse, não se preocupasse, agradecesse as suas bênçãos, trabalhasse diligentemente e fosse bondoso para com todos os seres vivos. Todos me dizem que sim, que gostariam, pois essa pessoa seria aquilo que desejam para a vida dos seus filhos: um modelo positivo e um exemplo a seguir, alguém cuja companhia pode influenciar drasticamente as escolhas futuras daqueles que mais amam. Gosto de ver o espanto na cara desses alunos quando lhes digo que podem ser essas pessoas.

Estes Cinco Princípios orientadores de vida, em conjunto, contêm o poder de transformar radicalmente a vida de quem os puser em prática, de conduzir o praticante de Reiki a uma versão melhorada de si próprio, à iluminação.

Mikao Usui ensinou-nos a Arte Secreta de Convidar a Felicidade e as suas chaves são os Cinco Princípios. Lanço-vos o desafio de os viverem de forma profunda, diariamente, e, para não complicar, sugiro que escolham um, um só princípio que irão pôr em prática de forma totalmente irredutível, ao longo de um mês. Se falharem, recomecem, até conseguirem no vosso íntimo dizer Consegui!

Deixem que a magia do legado de Mikao Usui tome conta da vossa vida. Ela nunca mais será a mesma.

Rui Moura


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